REVELAÇÃO by Raynara

Atleta João Felipe, revelado na escolinha M5 em Maracanaú , é convidado a participar da COPA BRASIL em Minas Gerais pelo time de FUTSAL do Corpo de Bombeiros do Ceará.

Foto de arquivo rtvm sport

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Temer diz que deve repassar até R$ 800 mi para intervenção no Rio by admin

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (19) que devem ser repassados entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões para a intervenção federal no Rio de Janeiro.

Segundo ele, os valores serão definidos pela equipe econômica nesta semana e a expectativa é de que sejam destinados entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões para o Ministério da Segurança Pública.

Em reunião, na noite de domingo (18), o Palácio do Planalto definiu que será enviada ao Congresso Nacional uma medida provisória abrindo crédito extraordinário para o Rio de Janeiro.

Ele anunciou ainda o envio de um projeto de lei de crédito especial para reforçar o orçamento da pasta da Segurança Pública.

O presidente informou os valores durante almoço oferecido pelo governo brasileiro a chefes de Estado que participam do Fórum Mundial da Água, no Palácio do Itamaraty.

MARIELLE

Na saída, ele informou que ordenou ao interventor Braga Netto que priorize as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e que resolva o caso no "menor prazo possível".

"A determinação é para apurar no menor prazo possível. Todos os esforços, e falei com o general Braga Netto na sexta-feira (16), é para aplicar todos os esforços e todos os recursos para logo solucionar essa questão", disse.

Perguntado pela reportagem se será candidato reeleição, Temer sorriu e não respondeu à pergunta.

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GAFE

No tradicional brinde, feito no início do almoço, o cerimonial do Palácio do Itamaraty cometeu uma falha. Não foi colocado no púlpito do presidente uma taça de champagne.

Sem nada para brindar, o presidente reclamou. "Não sei se vou levantar um brinde ou não, porque ninguém me trouxe um copo", afirmou.

Com a queixa, um garçom se apressou e entregou uma taça ao presidente, que acabou conseguindo realizar o cumprimento. Com informações da Folhapress.

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Carro encontrado em Minas não se relaciona ao assassinato de Marielle by admin

A Polícia Civil do Rio de Janeiro descartou o envolvimento do carro encontrado em Ubá, Minas Gerais, na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Pedro Gomes. O veículo passou por uma vistoria após uma denúncia anônima.

O dono do Renault Logan é Luciano Dias Gonçalves, de 45 anos, que tem passagens por tráfico de drogas. Sua última prisão, por porte de arma, ocorreu no dia 22 de fevereiro. A polícia informou que o suspeito foi solto após pagar fiança.

De acordo com o jornal 'O Extra', o delegado Gutemberg Souza Filho afirmou que o dono do carro não soube explicar com precisão onde havia comprado o veículo, e deu informações desencontradas. Em princípio, Gutemberg disse que a hipótese de participação de Luciano no assassinato da vereadora está descartada.

A polícia defende que ao menos dois veículos estão envolvidos no crime. Imagens de segurança da Região Central do Rio sugerem que o carro da vereadora foi seguido por dois carros da cor prata. O atirador estaria em um Cobalt prata com a placa clonada. Já o Renault Logan deu cobertura ao crime.

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Partes de corpos são achados achados no meio de lixo hospitalar no RJ by admin

Uma fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria de Meio Ambiente de Barra Mansa (RJ) apreendeu pedaços de corpos em meio a lixo hospitalar na sexta-feira (16). Crânios, membros e órgãos humanos estavam em tonéis no depósito da empresa OPX Ambiental. As informações são do G1.

A operação foi realizada após denúncias de moradores de que o local estava com cheiro forte, além de ter ratos, insetos e uma movimentação estranha. A Secretaria de Meio Ambiente constatou que a companhia guardava o material biológico de forma irregular e aplicou multa de R$ 10 mil à empresa.

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A OPX Ambiental não apresentou recurso quanto a decisão, portanto, a empresa deve ser condenada ao encerramento das atividades.

O material seria usado em universidades para pesquisa científica. No entanto, segundo o Secretário de Meio Ambiente, Roberto Beleza, “a empresa não tem licença para armazená-lo”, afirmou em nota. Procurados, representantes da empresa não responderam às ligações da reportagem.

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Brasil está entre os quatro líderes globais em homicídios de ativistas by admin

O Brasil é um dos países mais perigosos do mundo para defensores de direitos humanos, área central na atuação política da vereadora Marielle Franco (PSOL), cujo assassinato na última quarta (14) gerou comoção nacional.

Relatórios de 2017 da Anistia Internacional, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e da ONG Front Line, que monitoram direitos humanos no planeta, colocaram o Brasil entre os quatro líderes globais em homicídios de ativistas, ao lado de Colômbia, Filipinas e México.

Segundo a Comissão Interamericana, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), três a cada quatro assassinatos de defensores de direitos humanos no mundo aconteceram na América Latina em 2016, concentrados no Brasil e na Colômbia.

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Naquele ano, 66 defensores foram assassinados por aqui -um a cada cinco dias, em média-, segundo o Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos. Em 2015, foram 56.

"Há um aumento evidente da violência contra quem luta por direitos no país, apesar da subnotificação desses casos", avalia a advogada Layza Queiróz Santos, que integra o comitê.

"O caso de Marielle é emblemático porque trata-se de uma mulher em ascensão na política e com visibilidade, o que deveria protegê-la", diz.

A grande maioria dos defensores mortos no país atuavam em conflitos na zona rural, ligados ao direito à terra e à proteção do meio ambiente.

Segundo o último relatório da organização Global Witness, que monitora o trabalho de ambientalistas pelo mundo, o Brasil é campeão na morte destes ativistas.

"Há anos o Brasil é o pior lugar do mundo para quem defende a terra e seus recursos naturais. Essas pessoas, especialmente na Amazônia, estão sendo mortas em números recordes", afirma Billy Kite, da Global Witness.

A execução de Marielle, no entanto, é retrato de um fenômeno recente, urbano, que tem se intensificado em toda a América Latina: a morte de ativistas ligados a pautas de exclusão e discriminação.

"Há uma tendência de crescimento dos crimes contra quem milita em causas ligadas ao racismo, a questões de gênero, violência policial e defesa de populações marginalizadas", afirma Viviana Krsticevic, diretora-executiva do Centro pela Justiça e Direito Internacional.

"Temos percebido que os defensores de direitos humanos que denunciam a violência da polícia têm sido especialmente ameaçados", afirma Jurema Werneck, diretora-executiva para o Brasil da Anistia Internacional.

A falha no amparo institucional a essas pessoas tem levado a Anistia a buscar a ajuda de organizações da sociedade civil na tentativa de proteger essas pessoas.

Em ao menos três casos, ativistas que denunciavam a violência policial no Complexo do Alemão e em Acari tiveram de ser retirados das comunidades em que viviam.

Em um contexto em que a Polícia Militar do Rio tem provocado mais mortes do que nunca -em janeiro deste ano, foram 154 mortos em decorrência de intervenção policial, o recorde da série histórica, iniciada em 1998-, é de se esperar que aumentem as denúncias de defensores, assim como as ameaças a eles.

PROTEÇÃO

O Rio de Janeiro, bem como outros 22 estados do país, não tem um programa de proteção a defensores de direitos humanos, presentes hoje apenas em Minas Gerais, Maranhão, Ceará e Pernambuco.

O país criou uma Política Nacional de Proteção de Defensores de Direitos Humanos por decreto em 2007 e mantém um programa que atende hoje a 376 brasileiros ameaçados por sua militância.

As medidas protetivas podem incluir a instalação de câmeras e a utilização de rondas de monitoramento até, em casos extremos, a utilização de escolta ou a realocação temporária do defensor.

Organizações da sociedade civil avaliam o programa federal de proteção como tímido, pouco eficaz. Além de proteger a pessoa ameaçada, o programa precisaria agir nas causas da ameaça, investigando autores e provocando os órgãos responsáveis a dar solução aos problemas.

Entre os ativistas vitimados em 2016, a Anistia Internacional identificou casos em que ameaças prévias foram reportadas às autoridades, mas não ensejaram investigações eficazes nem medidas protetivas.

"São situações em que o estado foi, no mínimo, omisso. E o que era ameaça se concretizou em morte", diz Renata Neder, coordenadora de pesquisa da Anistia.

Para além do relativo desprestígio da área de direitos humanos no país, a alta taxa de impunidade dos homicídios é ingrediente determinante do aumento dos atentados contra a vida de defensores.

"Essas mortes precisam ser investigadas com prioridade e a partir dos fatores que traziam risco ao defensor, que sempre questiona instâncias de poder, seja ele econômico, político ou territorial", explica Beatriz Afonso, do Cejil.

Há quase dez anos tramita na Câmara um projeto de lei que institui um programa federal de proteção a defensores de direitos humanos ao mesmo tempo em que fomenta a criação de versões do instrumento nos estados.

"Sem apoio dos governos locais é muito difícil a União monitorar os casos e fazer intervenções eficientes" diz Fernando Matos, coordenador do programa de proteção federal entre 2007 e 2010.

O PL 4.575/2009 foi aprovado em todas as comissões da Casa e está pronto para votação em plenário desde 2011.

"Não existe trabalho de defensor de direitos humanos com ameaça zero, e precisamos fortalecer a proteção a essas pessoas", diz Raiana Falcão, atual coordenadora do programa no Ministério dos Direitos Humanos. Com informações da Folhapress.

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